08/07/06

Seletiva: Será que todos têm condições?

Infelizmente o futebol carioca volta a ser usado para questões políticas e quem está novamente no foco é o presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, que mais uma vez articula um aumento dos clubes participantes na Primeira Divisão do Campeonato Estadual, subindo de 12
para 16. Com isso, Eurico visa conquistar alguns votos pelo interior fluminense. Não que sejamos contra o aumento, pois dependendo de como o campeonato seja organizado poderá ser um atrativo a mais para os clubes e poderá ter novas cidades disputando a competição. O que poderá ficar melhor nessa história, é acabar com apenas uma equipe caindo e uma subindo. Seria ótimo o rebaixamento de dois clubes e conseqüentemente o acesso de outros dois. É uma covardia com os clubes da Segunda Divisão, que se preparam durante alguns meses para disputar apenas uma vaga na Divisão de Elite.

>Mas, voltando ao assunto do futebol misturado com a política, está claro que é uma proposta eleitoreira, tamanha a rapidez que o assunto está sendo tratado. O que mais me deixa intrigado é a formação dessa Seletiva, pois poderiam deixar 'aumento' para 2008. No Estadual da Segunda Divisão do próximo ano, o regulamento teria o aumento de clubes: desceria apenas o pior time da Primeira Divisão e subiria os cinco primeiros da Segundona, o que daria o total proposto de 16 clubes, sem a Seletiva.

>Outra coisa que martela a minha cabeça: como serão escolhidos os clubes que disputarão a Seletiva, pois segundo o diretor jurídico da FERJ, Luis Guilherme Gutman, só poderão participar, equipes que tenham estádios com capacidades para abrigar jogos contra os times grandes e que tenham contrato com empresas de serviços médicos dispostas a colocarem UTIs-Móveis durantes os jogos. Se essa regra for cumprida à risca teremos poucos clubes em condições de participar do tal torneio seletivo. Atualmente, somente os estádios Mourão Filho (Olaria) e Moça Bonita (Bangu) têm condições de receber jogos contra os grandes. Fazendo um esforço e algumas reformas, ainda temos o Jair Bitencourt (Itaperuna), Claudio Moacir (Macaé), Nielsen Louzada (Mesquita) e Atílio Maroti (Serrano). Agora será que clubes que não possuem estádios e que na grande maioria são apenas de empresários ou servem de palanque político poderão jogar em estádios emprestados?

>Se a resposta for não, aí, um dos palanques do ex-deputado (Duque de Caxias) fica de fora.
 

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