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Mecão começa a trabalhar de olho na
Segundona
Jota Carvalho
Na
próxima segunda-feira (11), das 8h às 12h, começará o período de
observações e avaliações no América, sob o comando do treinador Clóvis
de Oliveira. O local será o campo do Centro de Instrução Almirante
Graça Aranha (CIAGA), da Marinha Mercante, que fica na Avenida Brasil,
9.020, em Olaria.
“Durante três semanas estaremos trabalhando duro”, informa o diretor
de futebol profissional, Cláudio Borges, que espera o surgimento de
atletas em condições de integrar o time profissional na Segundona.
Segundo o dirigente, os candidatos devem comparecer no local, de
segunda a sexta, às oito da manhã, munidos de calção e chuteira para
testes avulsos.
Segundo o treinador da equipe, Clóvis de Oliveira, 54 anos, agora é
para valer. “Embora eu esteja assistindo jogos há quase dois meses, a
partir do dia 11, vamos pegar a estrada, observar o maior número de
partidas e jogadores, além do trabalho no Ciaga”, disse, deixando no
ar que alguns jogadores do time júnior poderão ser promovidos. “Dos
que vi jogar, gostei de quatro atletas. Não podemos deixar a
prata-da-casa de lado”, acrescentou.
No planejamento do departamento de futebol, a primeira semana de junho
é a data limite para o início dos treinamentos, no Estádio Giulite
Coutinho, visando a estréia na Segundona deste ano. De acordo com
fontes da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), a
competição terá bola rolando em julho.
Segundo o Estatuto do Torcedor, os arbitrais e definições sobre as
competições devem ocorrer sessenta dias antes da data de início das
mesmas.
Baixinho e Ademar Braga atuam nos
contatos
Preferindo
a palavra “avaliação”, Clóvis de Oliveira disse ao Jornal de Hoje, que
a partir de segunda-feira, também estarão sendo observados, os
jogadores cujos contatos já foram feitos, os indicados por
empresários, além dos pertencentes ao próprio clube.
“Essa função de contatos, conversas acerca dos possíveis contratados
está por conta do Romário e do nosso superintendente de futebol,
Ademar Braga. A minha parte é avaliar, junto com meus colegas de
comissão técnica”, informa o treinador, adiantando que ainda não
existem nomes certos: “Vamos começar o trabalho preliminar com bola e,
aí então, poderemos definir os primeiros contratados”.
Sobre as características no time, Clóvis tem sido claro: “A Segundona
é um campeonato específico. Há jogadores que atuam bem na ‘primeira’,
mas não conseguem jogar na ‘segunda’. Esse aspecto vem sendo debatido
e estudado nas reuniões da comissão técnica com o Romário e o Ademar.
Trata-se de um detalhe primordial, entre tantos outros inerentes ao
certame”, frisou o comandante, mostrando que não está desligado da
nova realidade a ser enfrentada.
O orgulho em ser convidado por Romário
Sobre o convite feito por Romário, Clóvis de Oliveira diz que ficou
feliz com a oportunidade: “Ele me deixou lisonjeado. É um profissional
que prima pela competência em tudo que faz. Trata-se de uma
responsabilidade grande”.
A comissão técnica do Mecão está formada por Ademar Braga
(superintendente de futebol), Clóvis de Oliveira (treinador), Márcio
Meira (preparador físico) e Daniel Bove(fisioterapeuta).
Clóvis e Braga viram este ano boa parte dos jogos envolvendo times
considerados pequenos, mas destacam o Olaria, Nova Iguaçu, Sendas e
Quissamã, como equipes fortes e preparadas para tentar o acesso.
Pouco conhecido no Brasil, Clóvis de Oliveira diz que adquiriu
experiência trabalhando no exterior como auxiliar de Renê Simões na
Seleção da Jamaica e posteriormente como treinador da mesma seleção.
Ainda esteve no comando da Seleção de Trinidad e Tobago, na qual pôde
implantar o futebol alegre do Brasil. No Rio, foi auxiliar de Carlos
Roberto, no Botafogo, na campanha vitoriosa de 2006 e tem passagens
pelo Americano, Friburguense e Vasco da Gama (Juniores). Na Bahia,
treinou o Vitória antes de embarcar para sua primeira experiência no
exterior. |